Dificuldades nos hospitais são "habituais" (e melhorias só em janeiro)

28-12-2023

Oministro da Saúde, Manuel Pizarro, falou, esta quarta-feira, sobre a situações atual nos hospitais, que enfrentam horas de espera nas unidades hospitalares.

"Estamos agora com algumas dificuldades nos serviços de atendimento a pessoas com idade mais avançada, sobretudo, na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Estamos a trabalhar", afirmou, em declarações aos jornalistas, no Porto, à margem da entrega das Distinções de Mérito Ricardo Jorge.

Questionado sobre as 18h de tempo máximo de espera que um doente poderá vir a enfrentar, por exemplo, no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Pizarro afirmou: "Não me deixa nada tranquilo. Há outros hospitais da região que têm conseguido dar uma boa resposta".

O ministro da Saúde apelou para que as pessoas antes de irem ao hospital, contactassem não só os centros de saúde, como também a Linha SNS24. "Estamos a reforçar a sua capacidade de resposta", afirmou, agradecendo, de seguida aos médicos, que "apesar das circunstâncias "têm trabalhado muito" em circunstâncias "difíceis".

Confrontando com a possibilidade estar a ser exercida uma "medicina de catástrofe", como, esta quarta-feira, a Federação Nacional dos Médicos apontou, Pizarro afirmou: "Não gosto nada que sejam os profissionais de saúde - médicos, enfermeiros ou outros - a traduzir um discurso que pode ser interpretado pela população como um discurso alarmista. Temos dificuldades, essas dificuldades são habituais nesta época do ano - o que não as torna mais aceitáveis. Mas são habituais, e vamos vencer essas dificuldades, como sempre".

O responsável estimou ainda que a situação relativa aos tempos de espera nos hospitais, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo, abrande apenas na próxima semana, a primeira de janeiro.

"Espero que isto se comece a atenuar na primeira semana de janeiro, mas isto é algo que temos que ir avaliando no dia-a-dia", disse ainda.

De acordo com o governante, "habitualmente, estas agudizações das infeções respiratórias ocorrem por períodos de duas/três semanas", estando já monitorizado "desde meados de dezembro, paulatinamente, um agravamento da situação no que diz respeito aos adultos", depois de um pico nas crianças registado em novembro.

Para o ministro, a contribuir para os picos de atendimento que levaram, por exemplo, a um tempo máximo de espera de 18 horas no hospital Amadora-Sintra, "não é alheio o facto de Lisboa e Vale do Tejo ser a região do país onde há mais dificuldade com médicos de família".

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